Crescer Não É Deixar de Ser Criança

Crescer Não É Deixar de Ser Criança

UMA SEMANA EXTRAORDINÁRIA!!! Com direito a banho de mangueira, muitos brinquedos e brincadeiras, pipoca, algodão doce e  picolé, cabelo engraçado e figurino descombinado… Assim foi a SEMANA DA CRIANÇA NA EIA. Quem é criança curtiu demais e quem já foi criança teve uma ótima oportunidade de relembrar o gostinho da infância…

BANHO DE MANGUEIRA
BRINQUEDOS
DOÇURA
Lembranças do CABELO ENGRAÇADO (Alunas do 9º ANO)
Figurino DESCOMBINADO (Professores do Fundamental I)
Relembrando o gostinho da INFÂNCIA

UMA DUPLA EXTRAORDINÁRIA!!! LERICANTAR!!!  Atração ESPECIAL da SEMANA DA CRIANÇA NA EIA KIDS.  TIA SANDRA & TIO SOM !!! Dois talentosos artistas educadores: Sandra Moraes (Criadora e Contadora de Histórias) e Anderson Bezerra (Músico e Compositor).  Dois encantadores de crianças e de quem já cresceu e não deixou de SER CRIANÇA…

Em homenagem a TODAS AS CRIANÇAS, o LEIA  traz a seguir um recadinho especial desses fantásticos TIA SANDRA & TIO SOM.

CRIANÇA, VOA!!!  ( Por Tio SOM )

É tão fantástico ser criança

É ser a música que a vida dança

Criança brinca, criança ri

Criança acorda pra ser feliz

 

A infância é um barquinho

A navegar no rio viver

O tempo é o vento que alguém empurra

E onde chega? Quem vai saber?

 

A asa é tua, criança. Voa!

Deixa bem livre a imaginação

Ninguém segura um som que soa

Ninguém limita o teu coração

 

HOJE É DIA DAS CRIANÇAS (Por Tia SANDRA)

Quando eu era criança, morria de medo de me perder dos meus pais. Nessa época morava num sítio, então,  nada de ficar fora de casa após as cinco e meia. “E se a comadre Fulôzinha me pegasse ? Nunca mais acharia o  caminho de casa”. E se o Papa Figo me pegasse? Eita!! Esse era ainda pior, porque podia estar disfarçado do Véio-do-saco e carregava as crianças pra bem longe. Ah, mas também era  alertada da existência das almas penadas e assombrações. Isso dava um medo danado. Mas sabe uma coisa que botava esses malvados todos pra correr? Eu, meu irmão e mais um bando de crianças da redondeza! Brincávamos no terreiro em frente a minha casa até altas horas em noite de lua cheia. Corríamos feito loucos para encontrar o melhor esconderijo. Todo mundo era encontrado, menos os danados malvadões! Covardes, isso sim. Só eram valentões quando a gente estava sozinho. Acredito que eles nunca foram criança.  Por isso, não sabiam de nossa força e coragem. Davam no pé, bastava só nós nos juntarmos para brincar de esconde-esconde, cabo-de-guerra, ou até mesmo cantiga de roda. Imagina quantas braçadas eram necessárias para tirar “do fundo do mar cada amigo que deixou a barca virar”?

Oxe! E quando a brincadeira era cavalo-de-pau? Nenhum cavalo de verdade  era páreo no fôlego e disposição para o meu cabo de vassoura em dia de apostar corrida. Que tempo mágico e delicioso! E outra , se  não tinha nada para fazer, a curiosidade batia e, ligeirinho, estava eu trelando e xeretando a vida alheia. A pergunta era sempre a mesma e eu  já sabia a resposta: – Mãe, o que é isto ?

-É risco! Respondia  ela me encarando com olhos bem abertos, e eu caía na risada. Depois, me despachava sabiamente com um pedaço de barbante, com a  missão de amarrar o vento! Eu a deixava em paz e seguia feliz e orgulhosa assobiando alto para chamar o vento… Que saudades desse momento!

Hoje em dia, continuo sentindo medos, e um  deles agora é perder e esquecer a minha criança interior. Não me vejo sem ela. Não seria eu!

Era  essa criança que me fazia  imaginar que lá na lua cheia  mora um cavaleiro chamado São  Jorge Guerreiro e que seu destino é enfrentar um terrível dragão. Era ela também que me ensinava a obedecer aos mandados de um rei  que eu nunca conheci, mas que deveria ser um rei bem bonzinho, afinal, seus pedidos só nos traziam alegrias.

Foi a  criança que mora dentro de mim quem me ensinou a arte de contar  histórias de tanto ouvir e ser embalada pelos contos da Carochinha e de Trancoso.  Não tem explicação, mas, quando estou contando, uma conexão é estabelecida e nós duas nos alimentamos  com cada olhar, sorriso, suspiro, surpresa e paixão.

Sou muito grata a “essa criança”  pela pessoa crescida em que me tornei. Sem ela não teria fôlego, coragem, força, alegria, criatividade e um desejo incansável pelo novo e pelo outro. Sendo assim, a criança que mora dentro de mim deseja que todos os dias sejam DIA DA CRIANÇA!

Beijocas sabor pipocas!

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